“Cantar, Brincar, Alimento e Vida” é um espetáculo-vivência onde não há platéia nem atores. É uma celebração da vida, um encontro com a fartura e com o sonho de liberdade. O fio condutor é a elaboração coletiva de um alimento ou mais, atividade conduzida pelos integrantes da Cia Carroça de Mamulengos, onde mulheres, homens e crianças são convidados a adentrarem o mundo dos antigos saberes.
Na história da humanidade, as comunidades se reúnem, e se encontram, à partir da experiência coletiva da produção de alimentos. A palavra cultura deriva do latim “cultivare”, que significa textualmente: cultivar (trigo, uvas, cevada.....). E no cultivo coletivo, na preparação do campo e dos alimentos, nasceram os “cantos de trabalho”, que davam ritmo ao labor, e nas celebrações, solicitavam ao Poder Superior, o Divino, fertilidade e vida.
Neste espetáculo-vivência serão preparados alimentos utilizando matérias primas tradicionais: Milho, Trigo, Mandioca, Castanhas e frutas. Assim quem estiver presente poderá se deliciar com pamonha, cural, bolos, pães, mané pelado, farinha, beiju, e diversos doces.
O cenário da vivência-espetáculo é um ambiente ornamentado, composto de grandes mesas onde estão os instrumentos de trabalho (facas, colheres de pau, panelas de barro, tachos de cobre, peneiras, gamelas, etc...), “araras” contendo os “aventais-figurinos” confeccionados em algodão crú , e esteiras com instrumentos musicais para os que se dispuserem a aprender e a tocar. Deve ser realizado preferencialmente em espaços abertos, ou locais que comportem a estrutura necessária.
A atividade consiste em lavar, descascar, ralar, amassar, pilar, cozinhar, assar, cortar e servir e comer, trabalho feito por todos, e permeado por musica, cantos, danças e historias. Um momento mágico onde, inspirado na tradição ancestral da oralidade, todos são convidados a compartilharem seus conhecimentos, resgatando uma forma de educação comunitária, livre e libertadora.
A quem se destina
Pessoas de todas as idades e faixas sociais, que se disponham a participar como artistas deste processo criativo.
O mínimo de participantes deve ser de 20 pessoas ou máximo de 50.
Em qualquer das possibilidades acima descritas, a quantidade de alimentos produzida será superior à que poderá ser consumida pelos participantes, então poderá ser feita uma distribuição solidária entre as pessoas que estejam “de fora”, acompanhando o processo, ou uma distribuição entre os participantes, pra que levem pros seus lares o excedente. Ou ambas as coisas.